Não que eu não queira acompanhar, mas realmente a velocidade dos últimos acontecimentos no mundo está me dando vertigem.
Como saber, no meio de uma guerra que também é informativa, que a palavra deste ou daquele é factível?
Como disse dia desses, é até constrangedor que em meio de tanta informação nos falte aquela que podemos acreditar. Mas no fim é isso mesmo que os donos do mundo querem: água turva!
Se perguntarem por mim ou quiserem saber minha opinião, basta dizer que não estou.
Atenção: isto não é um treinamento!
Agora me escondo atrás da cozinha do muitapata.
Estruturas descentralizadas compõem uma alternativa aos desmandos das Big Techs. O que parece precário é, na verdade, uma forma de resistência.
A liberdade de falar já não é problema. O capitalismo encontrou outras formas de te calar mesmo usufruindo de tal “liberdade”.
Funciona quando algoritmos comerciais direcionam o fluxo da informação. Isso se agiganta quando temos a maior parte da população presa em plataformas que pertencem a um monopólio nefasto, que guia e oprime as massas, mesmo em um ambiente de comunicação em rede.
A Internet de forma geral já foi cercada por essa lógica. Cabe a nós, como artesãos, criar espaços contra hegemônicos de diálogo.
O objetivo talvez não seja reordenar a Internet, tornando-a novamente um espaço a serviço da Humanidade, se é que um dia já foi.
Talvez o que tenhamos que pensar é que talvez, sobre essa estrutura técnica, ainda exista espaço para criar mecanismos que propiciem o diálogo para a construção de alternativas ao mundo como as classes opressoras insistem.
Para isso, já que nossas intenções e gestos cortam a carne do sistema vigente, temos que ter espaços minimamente seguros para nos expressar.
A alternativa talvez seja esta: uma infraestrutura descentralizada, mantida com tecnologias livres e por pessoas interessadas nos princípios de emancipação dos povos.